
Eu, sempre que passo por ali,
Indo ou voltando pelo corredor,
Sou levado por mim mesmo a adentrar,
E ver se tu não estás à luz da janela.
Os grampos que seguram coisas de fazer noites de estrelas,
O perfume,
As flores no alto da vidraça,
Tudo parece continuar a ser.
Dois lances de escada,
E lá em cima, noite e dia elas estão abertas,
E é o vento que circula o íntimo que procuro,
Afora Selene .
Enquanto tu cultivas o silêncio,
Eu, da janela do quarto de dormir,
Em silêncio lembro de ti.
Paulo Reis